sexta-feira, 20 de junho de 2014

Cem anos de solidão

Helena

Moreninha

Grande sertão: veredas

O quinze

A menina que roubava livros

Olhai os lírios do campo


Este livro, li quando estava no colegial... marcou minha vida...


"Olhai os lírios do campo é um dos mais famosos de Érico Veríssimo e foi publicado em 1938 - Modernismo de Segunda Fase.

A ambientação urbana da história dá margem à abordagem dos efeitos de um capitalismo devastador sobre a vida dos personagens. O romance narra a trajetória existencial do personagem principal, Eugênio, seus contatos sociais e seus dilemas interiores. Portanto, a narrativa centra-se em seus conflitos e vicissitudes.

Nesta obra deve-se destacar o lirismo romântico da história de Eugênio, descobrindo que o dinheiro não traz felicidade, exatamente nos moldes do romance urbano de 30, de caráter socialista. Destaca-se também sua ambição traçada a partir de uma vida difícil, que alimenta-o de amargor e determinação na busca de sua afirmação material. E ainda, o grande sucesso dessa dramática história de amor, pode ser creditado à habilidade do autor de construir personalidades psicológicas complexas: ninguém é só bom nem só ruim na obra.

Para retratar essa relação problemática do homem com a sociedade, Érico Veríssimo construiu o romanceOlhai os lírios do campo de maneira que o personagem principal fosse mostrado em dois momentos. No primeiro momento, ele é conduzido, em seus comportamentos, pelas expectativas sociais; obedece aos valores de sua classe, é incapaz de perceber-se enquanto ser. Ele faz de tudo para ter sucesso e ser aceito: trabalha em função de uma máscara e não do próprio rosto. No segundo momento, o romancista mostra os processos de transformação de Eugênio: da condição de indivíduo coisificado, guiado mais pela expectativa dos outros do que por si mesmo, para a condição de indivíduo autônomo e consciente de si, sujeito de suas próprias decisões.

A narrativa, portanto, se divide em duas partes com 12 capítulos cada uma, sendo a primeira o cruzamento de dois níveis temporais: o presente e o passado. Assim, nesta narrativa de vários planos temporais, entrelaça-se uma crítica à sociedade fútil e vazia, ao acúmulo de riquezas e à conseqüente hipocrisia das relações sociais. A primeira parte é intensa e cheia de um interesse que jamais enfraquece. Na segunda parte, porém, esse interesse declina, e a história se dilui numa série de episódios anedóticos sem unidade emocional.

Ambiente

O ambiente do romance é a cidade de Porto Alegre. As personagens vivem na metrópole de ruas movimentadas, tráfego intenso, automóveis, telefones, cinemas e teatros; edifícios altos, gente rica, monopólios; gente pobre, sindicatos, miséria e doença. Vivem os movimentos da contradição e da crise.

Foco narrativo

Toda a narrativa é formalmente estruturada na terceira pessoa a partir de um ponto de vista externo do narrador.

Personagens

Eugênio Fontes: homem profundamente pessimista, infeliz e complexado. Profissão: médico. Filho de um alfaiate pobre, Eugênio teve uma infância e adolescência cheias de dificuldades. À medida que ia crescendo, nutria um misto de vergonha e repúdio a si mesmo em decorrência da pobreza de sua família. Sua motivação era "ser alguém", adquirir posição social e não ter que passar pelas humilhações que julgava ter passado na infância. Na faculdade, conhece uma jovem, Olívia, pela qual se apaixona e nutre um relacionamento de amizade, cumplicidade e amor. Porém, devido a sua ambição, Eugenio deixa Olívia para casar-se com uma jovem rica. Passa a viver uma vida de aparências, adultérios e eternas contradições, deixando para trás seu verdadeiro amor e a filha que teve ela, Anamaria.

Olívia: grande amor de Eugênio e colega de trabalho. Olívia é mais uma das clássicas figuras femininas de Érico, que transparece doçura e compreensão frente às inquietudes dos personagens masculinos, mas que não esconde uma grande força e determinação. Assim como Eugenio, Olívia cursa a faculdade de medicina em Porto Alegre com dificuldades. A sua visão realista e compreensão do comportamento humano fazem com que ela encare seu relacionamento com Eugenio de forma honesta, entendendo as limitações que este poderia ter em virtude da ambição e das eternas contradições emocionais do médico. Olívia também pode ser encarada, de certa forma, como uma representante feminista de Erico, pois apesar de aceitar as limitações de Eugenio, ela luta em manter a carreira de médica e cria a filha Anamaria sozinha.

Eunice: esposa de Eugênio. Rica, fútil e vazia. Filha do empresário Vicente Cintra, conquista Eugênio com sua fortuna, casando-se com ele e se tornando a oportunidade de que o médico necessitava para se destacar na sociedade.

Angelo: pai de Eugênio. O próprio Eugênio nos revela pormenores sobre seu pai e seus sentimentos para com ele:

          Eugênio viu um vulto familiar surgir a uma esquina e sentiu um desfalecimento. Reconheceria aquela figura de longe, no meio de mil... Um homem magro e encurvado, mal vestido, com um pacote no braço, o pai, o pobre Ângelo. Lá vinha ele subindo a rua. Eugênio sentiu no corpo um formigamento quente de mal-estar. Desejou - com que ardor, com que desespero! - que o velho atravessasse a rua, mudasse de rumo. Seria embaraçoso, constrangedor se Ângelo o visse, parasse e lhe dirigisse a palavra. Alcibíades e Castanho ficariam sabendo que ele era filho dum pobre alfaiate que saía pela rua a entregar pessoalmente as roupas dos fregueses... Haviam de desprezá-lo mais por isso. Eugênio já antecipava o amargor da nova humilhação. Olhou para os lados, pensando numa fuga.
          Inventaria um pretexto, pediria desculpas, embarafustaria pela primeira porta de loja que encontrasse. Ouvia a voz baixa e calma de Castanho... o "conceito hegeliano..." Podia entrar naquela casa de brinquedos e ficar ali escondido, esperando que Ângelo passasse... Hesitou ainda um instante e quando quis tomar uma resolução, era tarde demais. Ângelo já os defrontava. Viu o filho, olhou dele para os outros e o seu rosto se abriu num sorriso largo de surpreendida felicidade. Afastou-se servil para a beira da calçada, tirou o chapéu.
          - Boa tarde, Genoca! - exclamou.
          O orgulho iluminava-lhe o rosto.
          Muito vermelho e perturbado Eugênio olhava para a frente em silêncio, como se não o tivesse visto nem ouvido. Os outros também continuavam a caminhar, sem terem dado pelo gesto do homem.
          A sensação de felicidade, entretanto, desaparecera de Eugênio. Sentia-se culpado. O que acabara de fazer era desumano, ignóbil, chegava a ser criminoso. Por que se envergonhava do pai? Não era um homem decente? Não era um homem bom? Não era, em última análise, seu pai?
          Ainda havia tempo de reparar o mal que fizera. Podia voltar, tomar Ângelo pelo braço, carinhosamente, subir a rua com ele... Por que não fazia isso? "... aquele trecho do Banquete..." - dizia Castanho. Sim, beijar a mão do pai, confessar-lhe a culpa, dizer do seu remorso, pedir-lhe perdão, humilhar-se. Mas lá se ia acompanhando os outros como um autômato. Voltou a cabeça, procurando. Ângelo tinha desaparecido.


Dr. Seixas: amigo de Eugênio e médico de pobres. Único personagem que tem características humanas. Veríssimo pôs neste homem verdade: animou-o por dentro, deu-lhe reflexos, deu-lhe instintos, deu-lhe uma maneira de ser de pessoa viva. Personagem surgido “acidentalmente”, segundo o autor do romance, Dr. Seixas é um exemplo de personagem autônomo. É um médico pobre, grande, barbudo e de ar agressivo. Sua voz era igualmente áspera e peluda, sua fala desbocada, mas seus olhos refletiam bondade. Idealista, ele critica tanto a exploração capitalista do médico e o desprezo do sistema econômico pelo ser humano como o valor conferido ao dinheiro: Seu Eugênio, ouça o que lhe digo. O dinheiro é uma coisa nojenta. Um sujeito decente não se escraviza a ele.(p.183). Ele lutava contra essa escravidão e pela igualdade de direitos entre as pessoas, contagiando Eugênio e levando-o a uma nova concepção da profissão. O Dr. Seixas encarna duas concepções de vida que mantêm entre si relações opostas: uma utópica, confiante, e outra, pessimista. Para Dr. Seixas, sucesso era conseguir salvar a vida de alguém e aliviar a dor dos outros. Ele reconduz Eugênio, como médico, ao mundo da desigualdade e da pobreza, universo do qual ele, como profissional, sempre tentara fugir.

Anamaria: filha de Eugênio e Olívia. Ela ajuda a manter viva na lembrança de Eugênio a presença de Olívia e, ao mesmo tempo, como criança que é, sinaliza para a esperança e a confiança de que o futuro pode ser diferente. Anamaria simboliza a insistente afirmativa de Olívia de que a vida é feita de recomeços. A menina tem os olhos sérios e profundos de Olívia e, ao mesmo tempo, desconfortáveis como os do pobre Ângelo, pai de Eugênio. Sua presença retoma duas figuras diante das quais Eugênio precisa se redimir: seu pai, que foi por ele desprezado, e a própria Olívia, que ele abandonou por um casamento de conveniência. A presença da filha suscita-lhe interrogações e o obriga a tomar decisões sensatas e responsáveis para com os outros. Anamaria lhe permite uma compreensão da miséria humana e da necessidade de que o conjunto das ações dos homens seja orientado para minimizá-la.

Observação: Devemos destacar que a dedicação, o altruísmo e a nobreza de Olívia parecem inumanos. Não convencem. Pouco convincente também é a covardia de Eugênio. A cena em que o vemos a fazer a sua primeira operação, do ponto de vista da mera redação, está razoavelmente bem feita; do ponto de vista da verdade psicológica, porém, é um absurdo. Um homem de estômago fraco e que tem horror ao sangue jamais se dedicaria à cirurgia e, se se dedicasse, com o tempo acabaria por habituar-se a cortar a carne dos pacientes sem que isso lhe provocasse arrepios, náusea ou medo. Acaso não teria ele, como estudante, freqüentado o necrotério e os ambulatórios da Santa Casa?

Enredo

Na primeira parte, merecem destaque a imagem inicial que o personagem faz de si mesmo e os valores que a engendram.

Em flashback, temos o tempo presente: Eugênio dentro do carro em direção ao hospital para reencontrar sua amada Eugênia, rememorando os fatos que fazem parte do seu passado, onde, junto a ele, relembramos sua infância, seus traumas, seus aprendizados com Olívia, o casamento com Eunice, a frustração, o sentimento de se ter vendido para vencer.

Eugênio era um menino tímido e medroso. Teve uma infância pobre, era ridicularizado na escola e tinha como objetivo máximo a ascensão social, faria de tudo para um dia vencer na vida. Achava que o que tinha era feio e sem graça, das roupas até o seu próprio corpo. Não se entrosava com os demais colegas de classe e por isso devotava todo o seu tempo aos estudos. Sonhava em deixar de ser simplesmente o Genoca para ser o Dr. Eugênio Fontes. 

Tinha pena do pai, o alfaiate Ângelo, com quem não conseguia se comunicar facilmente. O seu irmão, Ernesto, não esmerava-se na educação e acabou perdido na vida. Com muito esforço, Eugênio consegue cursar Medicina. Na Faculdade conhece Olívia - única mulher da turma. Na festa de formatura os dois se aproximam e fazem sonhos e confissões juntos, sobre o futuro. Tornam-se grandes amigos.

Durante a revolução de 30, após uma operação mal sucedida no hospital militar, Olívia convida Eugênio a sua casa e passam uma noite de amor. Dias depois, Olívia recebe uma proposta para trabalhar em Nova Itália, e novamente se entrega aos braços de Eugênio.

Durante um atendimento médico, Eugênio conhece Eunice Cintra - filha de um riquíssimo proprietário. Eugênio casa-se com Eunice com objetivo único de ascender socialmente. O sogro trata de arranjar um emprego de fachada ("assinar documentos") numa de suas fábricas. Eugênio começa a freqüentar a alta sociedade, mas não se sente parte dela. O seu complexo de inferioridade aumenta ao ver os contrastes desse outro mundo, de emoções contidas, de meias-palavras. Conhece pessoas como Filipe Lobo, construtor obstinado a construir o "Megatério", um arranha-céu, mas não se importava com a família. Infeliz e perturbado, Eugênio reencontra Olívia que lhe apresenta a sua filha, fruto do último encontro dos dois, Anamaria. Ao chegar no Hospital onde estava Olívia, recebe a notícias de sua morte.

Na segunda parte, destaca-se o papel desempenhado pelo entrecruzamento de vozes que afetam a imagem inicial do protagonista, conduzindo-o a uma progressiva mudança de posição perante a existência.

Aqui temos o passado. Esta segunda parte desenvolve-se de maneira mais linear, embora o passado se misture ao presente da filha. Passa-se após a morte de Olívia e é intercalada com a leitura das cartas que ela escreveu para Eugênio sem nunca ter enviado. Eugênio toma coragem e separa-se de Eunice - apesar de todos os inconvenientes sociais. Vai além, passa a ser um médico popular, com idéias de socializar a medicina. Trabalha com o Dr. Seixas, um velho médico que sempre atendeu aos pobres. A memória de Olívia, nas cartas, nas fotos ou no olhar de Anamaria, o fortalece quando pensa nas dificuldades.

O médico tornou-se na sociedade atual, aquele mediador entre a ciência, a técnica e o sentimento humanitário. Pensando primeiro em si mesmo, egoisticamente, Eugênio evolui para a solidariedade, através das colocações de Olívia, que embora morta, é um personagem presente no romance, fazendo contraponto com Eugênio."

http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/o/olhai_os_lirios_do_campo

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Literatura em quadrinhos Domínio Público

Parabenizo todos os que participaram desse projeto!!!
Os contos literários e os poemas adaptados para Histórias em Quadrinhos foi uma excelente forma de expressão, de intertextualidade, de inovação...
Trabalhei com "A Cartomante" de Machado de Assis por Kleber Sales e André Dib e os alunos adoraram. Além disso, incentivou aqueles alunos que gostam de desenhar a ler outros contos e adaptá-los também para HQ.

domingo, 27 de março de 2011

Belas palavras de O Décimo segundo Anjo de OG Mandino - Uma comovente história de fé e coragem.

"Não se entristeças desmesuradamente pelos seus mortos queridos. Eles não estão mortos; apenas termimaram a viagem que é necessário que cada um de nós faça. Também nós iremos para o grande lugar de recepção onde eles estão todos reunidos, e nesse encontro geral da humanidade viveremos juntos em outro estado de ser."

"- A cada dia que passa, seja em que sentido for, estou melhor!!! Jamais, jamais, jamais desanimar."

"Confio em Deus. Amo meu país e respeitarei suas leis. Jogarei com justiça e tentarei vencer, mas vencendo ou perdendo, sempre farei o melhor que puder."

segunda-feira, 21 de março de 2011

O décimo segundo anjo e a dúvida

"Como poderia encorajá-los? quanta solidariedade e compaixão eu tinha para distribuir? Como pderia fazer qualquer tentativa de entender a vida familiar de cada um deles enquanto lutava para conviver com o fato cruel de já não possuir família? E como poderia dar bom exemplo, incutir-lhes entusiasmo e garra, ensinar-lhes a pensar positivamente e jamais, jamis desanimar (!), quando eu, o supervisor, o líder deles, estava pronto para desistir do jogo mais importante de todos - a vida - e realmente não fazia a menor questão de ver outro nascer do sol? (...) "Ela segurava meu rosto entre as mãos olhava nos meus olhos e dizia "Querido, nunca, jamais, vi alguém ou alguma coisa derrotar você, e nunca o vi desistir. Você vai conseguir resolver esse problema =, do mesmo jeito que resolveu todos os outros. É só você ser fiel a si mesmo, e tudo vai dar certo"."

sexta-feira, 18 de março de 2011

Livro: O décimo segundo anjo de OG Mandino e a liderança

Este livro foi uma aluna que me indicou, o nome dela é Melany!!! Vale a pena ler!!!!

Eis um trecho para quem almeja a liderança!!!

"Folheando pela segunda vez as 64 páginas com as regras do jogo, li um pequeno prefácio escrito pelo presidente da Liga Mirim de Beisebol, no qual ele enumerava as qualidades de liderança pelas quais podia avaliar um supervisor. Muitas delas me soavam familiares e tomei consciência de que as características necessárias a um líder, inclusive várias que eu me esforçara muito para adquirir e aplicar em minha carreira profissional, eram universais e tão velhas quanto o tempo, e certamente funcionariam tão bem num time de beisebol quanto funcionavam em qualquer empresa: compaixão, compreensão, bom exemplo, cooperação, espírito de equipe, identidade de metas, entusiasmo, vontade de progredir. Cada uma dessas qualidades era realmente essencial para um bom líder, em qualquer empreendimento, mas, não sei por que, eu jamais esperara encontrar conselhos tão sábios e preciosos num livro de regras de beisebol"

domingo, 13 de março de 2011

Aqui você encontrará...

Se você estiver procurando resumos de obras, aqui você não encontrará!!!
Se você estiver procurando obras na íntegra, plágio eu não faço!!!
O que você encontrará aqui são indicações de livros que valem a pena ler!
Indicações de livros que li,  pequenos trechos que têm lições para vida ou apenas trechos interessantes para quem gosta de ler por fruição... por prazer!!!!
Isso sim, você encontrará!!! Espero que desfrute e tenha tempo para também dar dica de algum livro que tenha lido e que valha  a pena compartilhar.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mein Schatz significa Meu Tesouro

Há passagens no livro de Regina Drummond que são interessantes para refletir. As que mais me chamaram a atenção foram:

"(...) - A vida nunca foi justa, mein Schatz - disse a velha Ingrid docemente. - Ela está sempre nos está testando e nos forçando a aprender. Mas podemos corrigir isso com o nosso próprio esforço. (...)


"- Você tem garra, mein Schatz! Não é assim que se fala em português? Pessoas como você sempre conseguem tudo o que querem da vida!"


"- Acredito que existem pessoas que precisam da energia de outras para viver. São pessoas frágeis que, literalmente, sugam a energia de outra, comportando-se de modo tão caprichosos e absorvente, que chegam a impedir essa outra pessoa de extrair tudo o que pode do seu próprio potencial. É também o que acontece quando a gente dá muita atenção a alguém, por qualquer motivo, digamos, uma doença, e fica muito cansada. São situações comuns de vampirismo."

"- Todo mundo tem problemas, mein Schatz. E tem de lidar com eles, resolvê-los da melhor maneira possível. "

E você? O que acha?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência?

"O pensamento da garota viajou para junto da mãe, com quem, ultimamente, ela não parava de brigar.
A mãe sempre nervosa e irritada, resmungando de tudo e contra todos, cansada de dar duro na vida, mas uma mulher ambiciosa o suficiente para sonhar alto com o futuro da filha - e investir nele.
O pai era um cara legal, mas acomodado, sem muita energia para lutar - ao contrário da mãe que queria que ele estudasse, crescesse, buscasse um emprego melhor, mas ele respondia que estava bem assim e não se mexia.
Será que ele está errado?(...)"  Regina Drummond

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais um de vampiro!!!

Se você já assistiu Van Helsing e lembra-se daquela parte que há um baile em que todos os vampiros dançam e apenas o reflexo da "mocinha do filme" aparece no espelho irá reviver esta cena lendo Destino: Transilvânia. E se você gosta de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse lendo este livro de Regina Drummond irá deliciar-se ainda mais...
Há um trecho que descreve exatamente algumas de minhas alunas de oitavo ano e também as do colegial: "Gostava também de imaginar que era uma modelo famosa. Fazia poses na frente do espelho: sorria, virava, desfilava, ensaiava uma coreografia; depois, fazia cara de triste, chegava a chorar  e gostava de ficar se observando para descobrir qual ângulo fotografava melhor, com o rosto molhado de lágrimas. Então, atirava a cabeleira e ria... Ria de contente, ria das loucuras que pensava, ria de si mesma, ao mesmo tempo que chorava, porque sentia pena daquela garota no espelho(...)" Só faltou uma ação típica dessas meninas, que é postar essas imagens no orkut. rs...rs... 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

És tu Brasil! Ó Pátria Amada!

“Estou no Brasil, num barco, e vamos subir o rio Amazonas. À nossa frente está a maior bacia fluvial do mundo. Ela contém um quinto de toda a água doce de nosso planeta. É tanta água despejada na foz do rio Amazonas que o oceano Atlântico fica tingido de marrom por mais de uma centena de quilômetros. E ao redor desse imenso rio está a maior floresta tropical do mundo. (...)”
Este trecho foi retirado do livro: Cobra-grande Histórias da Amazônia de Sean Taylor.

Sugiro a leitura aos professores que quiserem ampliar e diversificar o trabalho de folclore utilizando textos diferentes dos já tão usados, aos professores de Geografia ao trabalharem a região Norte: clima, vegetação..., e também a conscientização da preservação do meio ambiente. Como podemos observar nos textos a seguir:
 “Destruir a floresta não é algo que se possa reverter, como quem liga e desliga uma luz. Milhões de pessoas vivem aqui. Estas histórias que estou recontando são suas histórias. A maioria dessas pessoas usa a floresta para tirar seu sustento. Elas não têm escolha. Como todos nós, usam aquilo que a natureza lhes dá para sobreviver.
Mas eu me pergunto: quem terá uma vida melhor se a floresta for destruída? Quem terá uma vida melhor se a floresta for preservada?  Por que alguns habitantes da Amazônia escolhem proteger a floresta, em vez de queimá-la? E o que as futuras gerações vão pensar de nós se realmente a destruirmos?”
E um dos pontos mais interessantes é que a metade dos direitos autorais desse livro é destinada ao instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá que administra uma reserva florestal ao norte de Manaus. (www.mamiraua.org.br)

Meu pedaço de mundo

Sou professora, com toda a amplitude dessa palavra... respiro ser professora, porque só assim o meu pedaço de mundo fica extraordinário.
Em um dia comum, desses que a monotonia toma conta e teima em se despedir, um garoto alto, magro com a expressão e o sorriso conhecidos de algum lugar em minha memória, focou seu olhar em mim. E interrogou-me se lembraria dele acarretando uma sentença que indubitavelmente marcou minha vida “só gosto de ler e leio por sua causa”.
Perdão pela expressão informal, mas quero “causar” isso mais e em mais pessoas. E é esse o principal motivo da criação desse blog.
É indescritível o bem que a leitura faz, ela liberta, vence o tempo, é leal a você, faz você ver partes e o todo, conhece a verdade na mentira.